“No escurinho do cinema…”

Trilha Sonora: Flagra – Rita Lee

Fui no cinema ontem ver Agente 86 com meus pais. Programa bem família, lindo, com direito a uma discussão “ahh eu quero a promoção que vem a sacola do Sex and the City” e, como resultado, a compra de um Mentos de frutas. Mas isso não vem ao caso.

Já na fila reparei. Havia um casal. Ela com blusa de balada, escova no cabelo, óculos de armação verde, bolsa a tiracolo. Ele com regata branca (uiquenojodiga-sedepassagem), bermuda e mochila. Conversavam animadamente sobre um amigo enquanto esperavam a fila andar. A fila andou, compraram, entraram.

Comprei minha entrada, entrei na sala, escolhi o meu lugar cuidadosamente à procura do ângulo perfeito de visão da tela – mudando de lugar 2 vezes até não ficar satisfeita, e sim até ser obrigada pela minha mãe (“sossega e senta de uma vez, menina”). Sentei e descobri o motivo pelo qual eu não achava o lugar que eu gosto, localizado na fileira da frente: o tal casal estava lá.

Garota - “Cara, nem sei!! Sério, não sabia o que fazer!”

Garoto - “Eu acho que devia ser assim, véio!”

Apagaram-se as luzes, começou o filme. Ela deita no ombro dele. Ele passa o braço em volta dela. Dez minutos depois, começam a se agarrar loucamente. O filme todo. E fazendo barulhos ( ! ), intercalando um “te amo” vez ou outra.

Acaba o filme.

Garota - “Manoo, acabou o filme”

Garoto - “Então vamos” – levanta e sai sozinho, enquanto a menina, sentada, arruma o cabelo.

Ahh o amor… ¬¬

Julho 1, 2008. Uncategorized.

Um Comentário

  1. Cláudia respondeu:

    E ela nem sabia o que fazer, han! :)

Deixe uma resposta

Trackback URL