Educado?

Trilha Sonora: Nossa Educação – Sociedade Armada

 

Anos 20, 30 – “Aquele rapaz é um distinto cavalheiro, de grandes mesuras”

Anos 40, 50 – “Ele é um pão!!Biscoito fino mesmo!”

Anos 60, 70 – “Aiai, aquele bacana anda tão na estica!”

Anos 80, 90 – “Ele é um gatinho, d+!!”

Até muito pouco tempo atrás – “Nossa, ele é tão fofo, muito pegável!!”

De um ou dois meses pra cá – “Você tem que ver! Sabe, ele é tão educado!”

 

Peraí. Cavalheiro à pão à bacana à gatinho à pegável, tudo bem, sentimos um decréscimo esperado, mas… e o educado? Turning point no esquema, meu povo!

 

Você, caro leitor, pode pensar “mas eu nunca falei isso”. Pois acredite, eu não ouvi nem uma nem duas, mas várias vezes nos últimos tempos!

 

Não adianta mais só ser bonito, ser rico, ser engraçado e/ou ser romântico. A onda agora é ser educado! Ser educado anda conquistando corações femininos por aí, o que nos leva à seguinte pergunta: as pessoas estão tão mal educadas assim para educação ser a primeira característica a ser citada sobre um homem?

 

Minha mãe me ensinou a ser educada com as pessoas. No meu jardim da infância uma das notas no boletim era “educação com os colegas”. Onde foram parar as lições de boas maneiras, de etiqueta e convivência?

 

Por essa eu não esperava, juro.  O mínimo que eu espero de uma pessoa é que ela seja educada, certo? É, minha gente, quando o mínimo passa a ser o máximo, é porque a situação tá feia. Glória Kalil, um curso intensivo, por favor!

 

Agora com licença, porque tenho um compromisso. Obrigada pela atenção, volte sempre, amei sua blusa, tudo de bom, qualquer coisa pode perguntar e até a próxima! (tá vendo gente, não é difícil…)

 

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junho 9, 2008. Uncategorized. 2 comentários.

Confissões de uma mente perigosa III

Trilha Sonora: Drummond – Nostreis

 

Hotmail, senha, ok. Hum, e-mails novos! Da faculdade? Ah coisa chata, delete. Propaganda? Não, não quero saber as promoções do Submarino, obrigada, delete. Corrente? Cruzes, delete. Web card Uol, del… web card Uol? “Meu amor…”?? Ahn?

 

É vírus. Eu sei que é vírus. Vou passar o mouse em cima e ver como tem um link estranho. “http://www.mensagem-uol.com.br/abrir” blablablá… hum, não é diferente…Mas é vírus, claro que é vírus.

 

Mas ah…o que será que está escrito pra me fazer clicar? Não custa ver, não vou clicar mesmo, é vírus. “De: uma pessoa que te ama muito”. Clássica enganação de vírus, óbvio. Olha só, tem até textinho…que vírus bem elaborado…vamos ver…

 

Amar o perdido / deixa confundido / este coração.

Nada pode o ouvido / contra o sem sentido / apelo do Não.

As coisas tangíveis / tornam-se insensíveis / à palma da mão

Mas as coisas findas, / muito mais que lindas, / essas ficarão.

Carlos Drummond de Andrade.

TE AMO!

(clique e veja quem enviou)

 

É, não vou clicar mais, é vírus. Claro que é vírus. Mas ownn… foi o vírus mais romântico que recebi… É vírus, eu sei. Mas poxa…foi fofo… ah, vou salvar…

 

É, a carência começa a ficar crítica e preocupante.

junho 4, 2008. Uncategorized. 1 comentário.

“Eu quero a cena de um artista de cinema…”

Trilha Sonora: Musiquinha – Rafinha

 

“…eu quero a cena onde eu possa brilhar”, já cantava Marcelo Camelo no tema do filme Lisbela. Eu também quero. Quero ter alguém que me diga “você pula, eu pulo”, quero encher uma praça com narcisos, quero sair cantando e pulando em poças d’água num dia de chuva.

 

Quero ser madrinha de casamento de mais de 27 amigas, quero ter meu vestido de noiva também.  Quero sair numa road-trip nem que seja numa Kombi amarela caindo aos pedaços. Quero completar a minha “lista da bota” no Everest, quem sabe.

 

Em uma conversa de corredor hoje na faculdade uma amiga que faz teatro disse: “temos inveja dos personagens de teatro e cinema”. E temos mesmo. Queremos aquele amor além da vida, queremos aquelas festas imponentes, queremos a aventura empolgante. Por mais estranho que pareça, também queremos aquele drama único, queremos aquele medo sobrenatural de arrepiar os pêlos da nuca, queremos solucionar um caso misterioso.

 

Qual a graça de ir pro mesmo trabalho de todo dia e não para ir caçar tesouros escondidos? De pegar o elevador só pra chegar no andar da faculdade e não pra se declarar a alguém? De correr na rua atrás do ônibus pra voltar pra casa e não atrás do táxi que vai te levar para o baile mais high society do ano?

 

Mas não vivemos em Hollywood. Não vemos vários Richard Gere de smoking com um buquê de rosas vermelhas por aí e nem mandamos duendes de jardim para a França. Nós trancamos o carro, tomamos banho, comemos, dormimos vendo TV no sábado à noite, olhamos para a estrada enquanto conversamos e ao mesmo tempo dirigimos, damos respostas nada elaboradas em momentos que mereciam uma resposta de efeito.

 

E ainda assim, além da certeza da incerteza da vida, além da convicção de que invejamos algo que nunca iremos conseguir, sonhamos. Imaginamos a declaração perfeita, o sorriso inesquecível, o medo gostoso. Aquele que nos faz dizer que “quando o coração estiver batendo junto/ Antes de escurecer, a gente corre e salva o mundo”. Quem sabe ainda dá?

 

maio 19, 2008. Uncategorized. 1 comentário.

Esse seu olhar…

Trilha Sonora: Malemolência – Céu

 

Hoje em dia, ganhar um beijo é tão fácil… O número de pessoas adeptas à proliferação do sapinho cresce a cada segundo. E o pior é que a idade dessas pessoas diminui cada vez mais. Tem muita criança por aí que beijou mais gente que eu.

Mas não me entendam mal. Não quero que isso soe como um protesto anti-beijo na boca. Aliás, muito pelo contrário. Sempre fui a favor e continuo sendo, mas acho que algumas coisas devem ser repensadas.

Primeiro, quais são os requisitos pra se beijar na boca nos dias de hoje? O cara olha a menina, a menina olha o cara. Bonitinho, bonitinha, legal. Chega, beija. Tem bafo? Não. Beija de novo. Tá bêbada? Passa a mão. Se não tá, pelo menos tenta, talvez consiga. “Como é seu nome mesmo”? Natália. “Ah, legal. Prazer. Falo aê!” E esse foi o primeiro beijo de um casal. Muito provavelmente o último também.

Quando eu era mais nova, depois de um beijo assim, que talvez o menino besta nem se lembrasse depois, a menina ficava meio sonhando com ele. “Será que vou encontrar ele de novo? Será que ele vai me achar no ICQ?” Hoje, as meninas já nascem imunes à dor de corna. No máximo adicionam o cara no Orkut só pra aumentar o número de amigos e já era. Já dizem os sábios contemporâneos: “foi bom, mas foi ontem”.

Aí penso que talvez essas meninas sejam mais desenvolvidas que eu. Até hoje ainda espero o cara me olhar, fico querendo conhecer direito, saber como pensa, como é, como não é. E como é ruim não saber se alguém se lembra de você. Lembro de um menino que me enganava quando eu estava na oitava série. Como era ruim descobrir que ele tinha beijado outra só, repito, SÓ uma semana depois de ter me beijado. Como assim ele tinha me esquecido em míseros sete dias? Hoje se beija sete em uma mísera hora de micareta.

Então me lembrei da Céu, que diz: “o que é um beijo se eu posso ter o seu olhar”? E fiquei feliz por saber que ainda tem gente pensando assim. Eu, por exemplo, gosto de olhares que me deixem ser saber pra onde olhar. E é triste saber que a maioria das meninas de hoje nem se importa com um olhar desse, que te deixa meio tonta, sem ar, sem graça e causa arrepios. Elas, hoje, se interessam mais por, hãm, outros tipos de arrepios. E, na minha opinião, nem esses elas conhecem direito.

Enfim… Vamos apoiar as conversinhas, os olhares, as brincadeiras, os sussurros, a expectativa, a vontade! Afinal… Quem disse que passar vontade não é bom?

maio 8, 2008. Uncategorized. 3 comentários.

O dia do rosa.

 Trilha Sonora: Vida cor-de-rosa – Amado Batista

 

Hoje o mundo resolveu ser cor-de-rosa.

 

Não no sentido de que tudo corresse às mil maravilhas – não que não tenha tudo corrido bem no dia, whatever – mas no sentido de que… as pessoas usavam rosa. As flores eram cor-de-rosa. As bolsas, os sapatos, os cartazes. Minhas meias eram cor-de-rosa!

 

Entrou uma moça no ônibus com uma blusa de lã rosa bebê. Ok, eu pensei. Aí tudo bem, ela usava uma mochila rosa bebê. EXATAMENTE do mesmo tom que a blusa. E exatamente do mesmo tom das minhas meias. Cheguei até a me lembrar do rosa palidíssimo do vestido da mulher daquele cara famoso. E da ex-mulher daquele cara famoso. Na coluna da Danuza. Que ontem, por sinal, usava rosa. E que casou com o Samuel Wainer, que curtia ros… não, ele não.

 

Os ipês do meu prédio estão cor-de-rosa. Tem um porco rosa em cima do meu teclado, o menininho na minha folha de fichário usa rosa e a fadinha rosa briga com a azul até o vestido ficar violeta… Ok, acho que pensar muito em rosa à uma da manhã não é saudável. De qualquer forma, a meia – branca – que eu estou usando agora tem o desenho de uma flor rosa.

 

Tudo é pink³. Agora só falta o “love at first sight” do Aerosmith pra completar.

 

 

maio 8, 2008. Uncategorized. Deixe um comentário.

Meu computador pensa que é um grilo.

Trilha Sonora: Doidão – Rock Rocket

 

É, é isso mesmo que você leu. Hoje fui ligá-lo como sempre, sabe. Quem iria imaginar a reviravolta que estava prestes a acontecer!

 

Tomada, estabilizador, CPU. Todas as luzes acenderam bonitinhas. Espero a tela inicial carregar, eu apareço bebê no meu papel de parede, tudo muito certo. MSN, Orkut, e-mail, músicas do David Cook. Tudo muito lindo.

 

Mas eis que de repente, não mais que de repente, meu computador começa a fazer uns barulhos iguais aos de um grilo – cri…cri…cri… Turning point na história, minha gente! Estranhei. Fechei todos os programas abertos. Cri…cri…cri…

 

Passei o anti-vírus, porque já estava precisando mesmo. Nossa, 3 Cavalos de Tróia, tudo preocupante. Foram capturados e devidamente deletados. Cri…cri…cri…. Reiniciei tudo. Cri…cri…cri…

 

Mandei um e-mail pro meu irmão: “olha, o pc tá doidão, tá fazendo barulho de grilo…” Assim que eu cliquei no enviar, o que acontece?? Que “cri cri cri” que nada! Ficou mudinho! Acho que ele percebeu que eu percebi.

 

Meu irmão me liga de volta: “como assim?”, e eu respondi “tava fazendo barulho de grilo, mas agora parou”. Ele respondeu “hum, que estranho… esse computador deve estar todo bichado”.

 

Bichado ele está mesmo, se ele pensa que é grilo, ora pois! E não é que quando eu já tava me esquecendo do acontecido ele se arrisca de novo? Cri…cri…cri… Parei a música de novo pra ouvir melhor. Cri…cri…silêncio. Pelo visto ele estará sempre alerta a partir de agora.

 

Resumindo: meu computador esquizofrênico³ está com mania de perseguição, pensa que é grilo e está sempre alerta como um escoteiro! E eu que achava que só eu e minhas amigas que estávamos com crise de identidade! Vai um Gardenal aí??

maio 5, 2008. Uncategorized. 11 comentários.

Nós, Mulheres Corretas

Trilha Sonora: R-E-S-P-E-C-T – Aretha Franklin

 

Ai Ju, ontem eu saí com o Zequinha. Ele é tããão lindo!”

“Sério? Ah, mas o Zezinho também é superfofo…”

 

Gente, fala sério! De repente o mundo inteiro começou a namorar. Lembra daquela menina que estudou com você no colégio há anos atrás? Ele tem namorado, apareceu no Orkut. E a Suzy do inglês? Também. A faculdade nem se fala né, só você não tem um cara lá.

 

E o que nós temos de errado? É o que eu me pergunto todos os dias enquanto eu passo os meus intervalos escutando as meninas contarem sobre os finais de semana ma-ra-vi-lho-sos ao lado dos namorados, ficantes, companheiros e o que mais há de possível. Será que eu sou chata? Feia? Gorda? Mas caramba, mesmo se eu for tudo isso eu não mereço um cara legal?

 

Nós, mulheres corretas, não somos recompensadas. Pelo menos é o que parece. A gente se produz, sai com as amigas pra conhecer gente nova e se encanta por aquele garoto ali do fundo. Chega perto e puxa conversa. O papo flui. Mas um mês depois o que acontece? Ele arranja uma namorada. A gente sai de balada sem acreditar em amores lá dentro. Impossível porque ele engata uma série de cantadas baratas que se desistir de você, vai falar exatamente a mesma coisa pra mulher de trás.

 

A gente não pede um cara alto, bonito, com o sorriso mais encantador do mundo, com a melhor conversa que existe, que dê inveja nas nossas amigas. Não! Porque se nem os plebeus aparecem na nossa corte, quem diria os príncipes encantados. A gente só quer um cara legal, que nos respeite, que nos dê atenção, que nos valorize pelo que nós somos, que nos faça companhia no frio e que nos leve pra passear. Não precisa ser rico e nem levar em lugares chiques. Nem precisa ser bonito, pode ser comum. Contanto que nos faça feliz.

 

O que será que precisamos fazer? Abdicar da nossa vida de mulher correta? Cair na night e pegar vários? Parar de ser difícil e ver sua porcentagem decrescer absurdos no teste de pureza? Talvez. Mas isso não está certo, gente.

 

Chega de Ju falando do Zequinha, da Suzy e da menina do colégio. Tá na nossa hora. E nem vem com essa história de mudar o comportamento. Vamos ser nós mesmas e continuar vivendo da nossa forma. Quem sabe o bobo da corte não aparece?

maio 3, 2008. Uncategorized. 1 comentário.

“E ninguém dirá que é tarde demais”

Trilha Sonora: Último Romance – Los Hermanos.

 

A Julieta tem o Romeu. A Rachel tem o Ross. A Bela Adormecida tem o Príncipe Filipe. A Rose tem o Jack. A Gabrielle tem o Troy. A Bela tem a Fera. A Juno tem o Bleeker. A Hildy tem o Walter. A Mônica tem o Eduardo. A Lisbela tem o Prisioneiro. A Amélie Poulain tem o Nino Quincampoix.

 

Vivian não levava uma vida regrada e tem Edward (ser uma linda mulher ajuda). Ilsa sempre terá Paris com Richard. Andie Anderson tentou perdê-lo em 10 dias, mas tem Benjamin Barry. Kathleen Kelly tem Joe Fox porque ela tinha e-mail novo. A Chuck tem o Ned, apesar de nunca poder tocá-lo. Uma senhora faz com que o velhinho da música tema deixe transparecer seu amor até lendo jornal na fila do pão.

 

Você, caro(a) leitor(a), deve estar se perguntando “e…?”. Pois bem. Todos esses casais clássicos serviram de embasamento para uma teoria que eu e uma amiga elaboramos. Seguinte, agora que você já leu os dois parágrafos acima e com certeza teve reações do tipo “ownnn!” e “ahhh!”, releia. Só que dessa vez analisa uma coisa: a idade desses casais.

 

Não entendeu? Repara bem. Temos meninas (Bela Adormecida, Gabrielle, Rose) e temos mulheres (Hildy, Ilsa, Rachel). Onde estão as jovens de 18 a 25 anos nessa história??

 

E é aí que entra a teoria. Se você está incluído(a) nessa faixa etária e se sente mal amado, traído ou encalhado, não se desespere! Você – assim como eu – está sofrendo aquilo que chamamos de “período das trevas comprovado pelo padrão Hollywood”. Bonito, heim?

 

Trocando em miúdos: ou você encontra sua metade da laranja naquela fase adolescente, de primeiro amor, ou espera que agora só depois dos 25, quando você estiver bem estabelecido na carreira, se sustentando sozinho, amadurecido. Nem que isso signifique – e significa, na maioria das vezes – desistir, se conformar em ficar pra titio. E aí que é mais legal, o fator inesperado. Convenhamos: o filme O Amor não tira férias não é bem mais emocionante e “real” do que As Patricinhas de Beverly Hills?

 

Já que não me encaixo no primeiro grupo, vou é pensar em mim e esperar passar a fase ignorada pela sétima arte – esta fase não leva a nada, não se faz um blockbuster desta fase porque todo mundo sente que é embuste, não cola, não dura. Se até Hollywood percebeu que isso é normal, que isso passa, ahh isso me acalma!

 

Ok, eu sei que muita gente (ou não, porque as poucas pessoas que vêm aqui estão procurando “banheiro”) vai pensar: “ah não é assim…”. Bom, minha teoria pode ser só uma ilusão confortável, claro. Mas não é que ela tem lógica?

maio 2, 2008. Uncategorized. 1 comentário.

O doce perfume das pequenas coisas.

Trilha Sonora: Cheiro de Saudade – Ney Matogrosso

 

Todo mundo briga comigo porque eu cheiro as coisas. Cheiro o que eu vou comer, beber, as roupas, as folhas, as canetas. 

 

Hum, tudo bem, é um hábito um tanto quanto estranho. Mas faz muito sentido sob alguns aspectos. É que os cheiros trazem lembranças. 

 

Cheiro de chocolate, por exemplo, me lembra a fábrica da Nestlé que tinha aqui perto de casa quando eu era criança. Cheiro de canela me lembra Campos do Jordão e aquele chocolate quente… não o cremoso, o outro, que vem mesmo com um pauzinho de canela mergulhado.

 

Trident Menta me traz boas lembranças. O de Melancia, nem tanto. Morango me lembra o shopping de Taubaté e aquele quiosque de frutas com chocolate. Café me lembra as aulas da Cásper. E como. Panetone me faz pensar em uma noite estrelada – não me perguntem porque – e vinagre é horrível. Mas me lembra o hall do meu andar aqui no prédio.

 

Pipoca lembra cinema, sempre³. Mas tem aquele cheiro específico e inconfundível de pipoca com manteiga do Cinemark. Perfume de frutas cítricas me lembra meu relógio roxo, mas perfume doce lembra a blusa cinza de gola alta. Lasanha lembra domingo, Mc Donald’s lembra segunda, feijoada lembra quarta.

 

E por aí vai. Cada cheiro tem o seu sabor, a sua cor, a sua memória. E são todos únicos!

abril 30, 2008. Uncategorized. 2 comentários.

Culto ao Frio

Trilha Sonora: So Cold – Breaking Benjamin

Minha mãe disse que quando eu nasci, fazia um frio tão gelado que muita gente veio me visitar usando sobretudos e luvas.Talvez isso explique o motivo de eu gostar tanto do frio, de sentir vontade de usar cachecol, casacão e bota de cano alto todos os dias do ano. Mas ainda nos dias de hoje, em que a gente vive no verão e somente nele, as pessoas me olham como se eu fosse maluca por amar o frio.

Não tem coisa melhor do que acordar em meio à uma pilha de cobertores, num mundo todo quentinho e perceber que lá fora está um frio de bater os lábios. Tudo bem, eu confesso que eu não deixaria minha cama com tanta boa vontade assim. Mas eu já não saio bem dela mesmo, então não faz muita diferença. Aí você esquenta seu pãozinho com manteiga, toma seu chocolate quente e se veste. Mesmo se você for mais apegada ao calor, eu peço um minuto de atenção. É impressionante como as pessoas se tornam mais elegantes no frio. Ficam mais chiques, com um ar mais bonito. Reparem, reparem…

Imaginem a mesma situação no calor. Você acorda toda melequenta e já cansada na sua cama, muito provavelmente sem fome. Come alguma coisa, só pra mãe não implicar dizendo que você não alimenta bem, e pega a primeira roupa que vê no armário. E pensar que você ainda tem que enfrentar um dia inteirinho de trabalho/estudo… Caramba, que desânimo.

Aí você passeia no shopping. Quanta coisa bonita nas lojas. Saião com bota alta, tudo o que eu sempre quis usar. Casacos com preguinha, todos lindos. Nossa, como as vitrines são mais interessantes na coleção outono-inverno. É outra coisa. Que tal parar pra comer alguma coisa? Hum… Um foundue, espetinho de chocolate com morango, strogonoff no pão. Quanta coisa boa que existe no frio!!

A primeira coisa que eu penso quando chega o verão é: “Meu Deus, biquini! Mas eu dei uma engordada, vou ter que voltar pra academia senão vou morrer de vergonha!”. Shortinho? É, legal… Mas as minhas pernas, sei lá, elas são tão…Desproporcionais, como disse uma amiga minha. Sandalinha rasteira? Legal também. Mas não como as botas de cano alto. Elas dão poder, dão algo a mais para nós, mulheres. E para cuidar do estômago, o que temos? Sorvete (que em excesso vai provocar terríveis dores de garganta) e s-a-l-a-d-a. Blergh! Não tem nada de mais sustância do que salada? Não!

Campos do Jordão, aquela fumacinha saindo da boca. Aquele friozinho gostoso que melhora ainda mais com a lareira acesa.

Praia, aquele cheiro de protetor solar misturado com o de cloro da piscina. Aquele calor nojento que piora ainda mais com o mosquito da dengue.

Não tem pra ninguém, o frio é campeão! Pena que eu quase não o sinto, porque o Brasil não gosta muito dele…Mas vai, gente, o frio é beeeem melhor que o calor. Podem apostar que sim!!

abril 26, 2008. Uncategorized. Deixe um comentário.

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